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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Testemunhos no Bote Fé BH

 
Padre Sávio (Assessor do Setor Juventude da CNBB)


Receber a Cruz e o Ícone significa adesão incondicional da Igreja pela Evangelização da Juventude. Eles simbolizam o que motiva o jovem a seguir concretamente Jesus Cristo.

O Bote Fe e um programa de evangelização para jovens para a Igreja do Brasil. Passa pela celebração, Formação e Ação Caritativa.

Diego Lara (jovem de Taguara : Diocese de Oliveira)

Nossa maior emoção em acompanhar essa jornada da Cruz e do Ícone é saber que são símbolos mundiais, que representam a espiritualidade de jovens do mundo todo.

Silas Martins (Trabalhou voluntariamente no Bote Fé de Campinas e São Paulo e participou da recepção da Cruz em Aparecida do Norte)

Vim para Belo Horizonte para participar do Bote Fé. A participação na Jornada Mundial da Juventude passa por experimentar outros locais e realidades, vivenciar as diferenças e fazer dessa experiência uma oportunidade de evangelização.

A Cruz e o Ícone são símbolos que os jovens devem ter a consciência de que eles devem estar gravados em nossos corações para continuar a missão. Rumo a 2013!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dê seu testemunho após a JMJ

Caros peregrinos (as) de BH!

Como tem sido estes dias depois viagem? Sabemos que participar de uma Jornada Mundial da Juventude é um grande privilégio, algo indescritível, uma vez que o Senhor proporciona, a todos e a cada peregrino em particular, a vivência de uma experiência única, um momento em que é mais fácil estar mais próximos dEle, para ouvi-lo mais de perto e poder também falar-lhe de nossas alegrias e esperanças, dores e angústias.

Com o objetivo de partilhar com outros um pouco do que foi este grande acontecimento, a fim de poder anima-los com o espírito da JMJ, estamos elaborando um documento, contendo o testemunho de alguns peregrinos da Arquidiocese que estiveram na edição da JMJ de Madrid.

Gostaríamos de contar com a sua participação! Para isso, convidamos-lhe a responder algumas questões, propostas abaixo.

O total das respostas não deverá ultrapassar uma lauda. Você pode, se quiser, incluir também uma foto que ilustre aquilo que você escrever.

1 - Para você, qual o momento mais marcante da JMJ 11 ?
2 - Que frutos você está colhendo de sua partipação na JMJ 11?
3 - Você percebe alguma mudança na vivência da fé após a JMJ 11?

Pedimos a gentileza de encaminhar seu testemunho em formato "word" ou "pdf" até a quinta-feira, dia 22 de setembro, para o endereço cfavaro@gmail.com

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UMA NOITE EM CUATRO VIENTOS


Por Inma Álvarez
MADRI, domingo, 21 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – Existe um espetáculo único no mundo: a noite da vigília do Papa em cada Jornada Mundial da Juventude. Só quem viveu uma JMJ faz ideia da força de transformação que essas jornadas infundem nos jovens, da experiência de fraternidade e de comunidade que elas deixam marcada em sua alma.
São três da manhã em Cuatro Vientos. Vou atravessar o campo de ponta a ponta, dentro dos limites estabelecidos pela segurança. Saio da área da imprensa, onde muitos companheiros dormem, e comprovo mais uma vez que, como quase sempre, a festa é “lá fora”. A maré humana engole os meus passos rapidamente, centenas de jovens vão e vêm pelas avenidas, falando tranquilamente, ou rindo e se divertindo. Há um retumbar de tambores e pandeiros contínuo, uma música incessante que muda de tons e de matizes, mas cuja intensidade não diminui.
Apesar da pouca luz, vislumbro os recintos cercados, cheios de sacos avultados pelos corpos que dormem. Mas milhares de jovens preferem não dormir. As improvisadas avenidas são concorridas como o centro de qualquer cidade grande. Muitos jovens aproveitam para usar os banheiros ou comprar comida, ou sentar para conversar. Outros fazem grandes círculos e dançam sem descanso, e, como de costume, quanto mais barulho, mais gente chegando perto. A maior parte fala, ri, brinca... De vez em quando passam ambulâncias do serviço de emergência, que vão fazer horas extras por causa do tremendo calor que os peregrinos sofreram durante a tarde.
Passo ao lado de uma das tendas gigantes, derrubada pela forte tormenta que se abatera de repente sobre os participantes na vigília. A polícia já isolou a área, pois houve feridos leves. Outra das grandes barracas vai ser desmontada, porque a estrutura ficou instável.
Os jovens que vão e vêm se reconhecem pelas bandeiras ou pelos sinais distintivos da sua pertença eclesial. Há dois tipos de fraternidades que se estabelecem em Cuatro Vientos: uma é a da procedência de país. Na Espanha, país castigado pelos particularismos, é curioso ver os jovens levantarem as barreiras e se apresentarem mutuamente. Madrilenos arriscam o catalão com garotas de Barcelona, que valorizam o gesto se divertindo muito.
A segunda fraternidade é a eclesial. Jovens pertencentes a movimentos diversos se saúdam e intercambiam suas camisetas e emblemas. Há grupos do mesmo movimento ou comunidade, mas de países diferentes, que se surpreendem por falar a mesma linguagem apesar de ser em outro idioma. O resultado da mistura é surpreendente, com rapazes vestindo bandeiras dos Estados Unidos, bonés mexicanos ou chapéus que não combinam com suas camisetas, ou grupos de franceses e africanos que pintam na cara as cores da Espanha.
Os voluntários, a maior parte agora em “descanso” até o amanhecer, aproveitam para se misturar e participar da festa. Falo com uma francesa. “Eu noto que a minha fé está crescendo nestes dias”, ela me diz num espanhol bem correto. Outra presença importante é a das pessoas consagradas, freiras e irmãos dançando no meio dos outros nos grupos. Do meu lado, um rapagão enorme, de algum país nórdico, fala em inglês com uma freirinha miúda, de hábito marrom. Mais à frente, um padre sul-americano, sentado num saco de dormir, de estola colocada, ouve um jovem que se confessa. Muitos papeiam amigavelmente em italiano com um franciscano capuchinho, vestido com o hábito humilde e as sandálias, e tonsurado. E é da mesma idade deles: não chega aos trinta.
Há grupos que só com sua presença despertam simpatia, como o volumoso grupo de libaneses que dorme no chão da avenida porque não havia mais lugar no setor reservado a eles. Outro grupo onipresente na primeira fila em todos os atos do papa, com sua bandeira ondeando ao vento, veio da Síria. Grande parte dos integrantes são belas adolescentes de rosto descoberto e sorriso nos lábios, com uma sensação de liberdade que talvez não tenham no país de origem. Há turcos cristãos, outra minoria que sabe muito de sofrimento. Parece que um grupo do Iraque também conseguiu chegar, e outro de quarenta etíopes, com a ajuda de várias associações cristãs internacionais, mas não tem jeito de encontrá-los neste oceano vivo. Ao longe, uma bandeira da Malásia. Um grupo da Nova Zelândia dorme ao lado de outro da Croácia.
Outro dos espetáculos da noite são as tendas de adoração eucarística, lotadas a ponto de muitos ficarem de fora. De joelhos e em silêncio, alheios ao barulho, cabeça inclinada diante da custódia, muitos, e bastantes deles adolescentes, vão passar a noite ali, ao lado do Senhor.
Levei quase uma hora para chegar ao extremo do campo, e só atravessei de lado a lado num sentido. Só vi jovens aproveitando a vida, com a energia da idade, exuberantes e alegres. Ninguém bêbado, ninguém drogado, ninguém perturbando a ordem. Em momento algum tive medo, apesar da escuridão e da multidão. Pelo menos duzentos mil estão dormindo fora do campo, com mais dificuldades do aqui, porque lá não tem luz nem banheiros. Vejo-os de lá da cerca: só a cerca os separa dos de dentro. O espírito é o mesmo.
Não se vê o fim da explanada. Decido retornar. São quatro horas, mas a festa não diminuiu. Para muitos jovens, é uma noite em claro, única, que terminará em algumas horas, com a saída do sol e a oração do Angelus. Eles terão feito amizades, terão se divertido, terão conhecido outros jovens com as mesmas inquietações. Para alguns, talvez esta noite tenha mudado suas vidas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Grupo da forania Santo Antônio da Pampulha se preparam para ir à Jornada Mundial da Juventude em Agosto

Cerca de 10 representantes da Forania Santo Antônio da Pampulha se preparam para ir à Jornada Mundial da Juventude. São jovens das paróquias Nossa Senhora do Belo Ramo, Cristo Operário, Santo Antônio da Pampulha e Nossa Senhora da Divina Providência, que, juntos, compõem o grupo GP Frassati.

O nome escolhido é uma homenagem ao Beato Píer Giorgio Frassati, jovem que foi beatificado pelo Beato João Paulo II. O coordenador do grupo e da juventude na Forania, Diego Silva, explica que “conhecemos alguns dos jovens na visita que realizamos nas paróquias. Partilhei com eles o desejo de ir à JMJ em Madrid e eles animaram. É uma pena não irem mais jovens”.

De acordo com Diego, o apoio do vigário forâneo, Padre Zezinho e dos demais párocos da Forania é fundamental para a participação do GP Frassati na JMJ 2011. “Todos têm nos ajudado e motivado. Eles sabem que não é fácil uma viagem internacional, e tem sido muito bom a confiança que eles no depositam”, explica.

Para o vigário forâneo, Padre Zezinho, “é com ALEGRIA e ESPERANÇA que a Forania Santo Antônio da Pampulha envia nossos Jovens para a JMJ. Alegria para ver, jovens comprometidos coma a causa do Reino e que procuram dar razão de sua fé em meio a outros jovens das diversas comunidades de nossa forania. Esperança que esse encontro, onde irão compartilhar experiência com jovens do mundo inteiro, possa fortalecer o Espírito Missionário e Evangelizador para a caminhada da PJ – Pastoral da Juventude em nossa Forania”.

Ele completa com uma mensagem a todos os participantes da Forania. “Faço minhas as palavras do Saudoso João Paulo II na II Jornada Mundial: Jovens da Forania Santo Antônio;Vós sois a Esperança da Igreja’. Esperança que já se faz realidade no hoje de nossa Forania!”.

Os jovens vão sair de Belo Horizonte para Madrid dia 09 de agosto e retornam no dia 23. "É uma alegria imensa participar pela primeira vez da JMJ. A melhor forma de entendermos a verdadeira União Cristã é esta. Onde Jovens de todo o mundo estarão juntos pelo mesmo objetivo - O Corpo e Sangue de Cristo, onde teremos a experiência extraordinária de lhe darmos com variadas culturas. Espero voltar restaurado e cheio do sopro do Espírito Santo!", ressalta Douglas, jovem da Paróquia Nossa Senhora do Belo Ramo.

A expectativa do coordenador do GP Frassati é que os participantes da JMJ organizem a edição de 2014, que acontecerá no Brasil. “É importante que esses jovens que tiveram a oportunidade de ir voltem com todo o ardor e desejo de apostolado, em especial com os jovens”. Somos nós quem vamos ajudar na organização da próxima JMJ que será realizada no Brasil”, ressalta.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Casados através da JMJ


[Temos certeza de que este edificante testemunho irá motivar muitos jovens a participarem da Jornada Mundial da Juventude. Cada jovem que vivencia uma JMJ poderia nos oferecer seu testemunho e uma seria nossa certeza: que o mesmo estará repleto de Alegria, Esperança e Fé. Diante das dificuldades que nos são colocadas, devemos confiar mais em Cristo e nos espelhar em testemunhos como o do nosso amigo Vladimir Lima. Equipe de Apoio da JAJ]

Meu nome é Vladimir Lima e minha esposa Suzana Lima, somos líderes de um grupo que vai à jornada pela 4ª vez. Somos do Rio de Janeiro.

Um breve testemunho:
"Conheci minha esposa na JMJ 2002 no Canadá, quando voltamos para o Brasil começamos a namorar sobre as bençãos de Dom Rafael Cifuentes, que foi quem levou Suzana à jornada. Em 2005 celebramos nosso noivado na catequese matinal na jornada de Colônia, o próprio Dom Rafael fez a celebração, nos casamos no mesmo ano. No dia de nosso casamento Dom Rafael estava em Roma e disse ao Papa Bento XVI que naquele momento se casava no Brasil um jovem casal que se conheceu na jornada mundial da juventude. O Papa (acreditem) nos enviou uma benção apostólica e Dom Rafael correu para o telefone e fez com que a mensagem chegasse a tempo de ser lida no casamento. Em 2008 nos preparávamos para levar o grupo à Sidney quando descobrimos que estávamos grávidos e a criança nasceria exatamente na semana da jornada, então discernimos e minha esposa achou que eu deveria levar o grupo que já se preprava há tempos sob nossa responsabilidade, e assim o fiz, um dia antes da viagem para a Austrália o médico marcou a cesárea para que eu pudesse ver minha primeira filha nascer e depois seguir minha missão. Deixei Suzana e Mariana no hospital e fui levar o grupo para a jornada com o coração partido (nunca chorei tanto), mas fui. Os anos passaram e acaba de nascer nosso outro filho que, merecidamente, se chama João Paulo (por que será?). Somos fruto de ótimas experiências em jornada, tenho muuuuuuito a dizer de como este chamado mudou minha vida. Encorajem os jovens à participarem desta experiência e acreditarem na providência pois muitos nem cogitam a possibilidade de irem por acharem que não podem pagar. Eu os desafio à trabalharem pela causa e acreditarem na Misericórdia. Acreditem, é possível! JÃ ¡ ouvi testemunhos o suficiente para acreditar nisso"

* Publicação autorizada pelo Vladimir Lima

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

"Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé"

Escrito por Cristo Jovem Brasil
Sexta, 10 Dezembro 2010 00:27

"Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé" (cf. Col 2, 7) Milhares de jovens de todas as partes do mundo estão se preparando para participarem da próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid 2011. As expectativas são as mais animadoras e temos visto a motivação dos jovens brasileiros que, com muito sacrifício e esperança, se organizam em grupos para participarem deste grande evento organizado pela Igreja Católica, que é considerado o maior do mundo destinados aos jovens.

As JMJ, surgiram do desejo dos jovens e do servo de Deus João Paulo II de vivenciarem um momento particular, que tivesse a “face dos jovens” e a experiência pessoal e comunitária do encontro com Cristo. Daí surgiram as JMJs que possuem uma espiritualidade particular expressa em quatro pontos: 1°) Encontro com Jesus Cristo; 2º) Amor à Igreja na pessoa do Papa e escuta de sua palavra; 3º) Vivência da universalidade e comunhão da Igreja; 4º) Os jovens protagonistas da nova evangelização e da construção da Civilização do Amor.

A data de realização da primeira JMJ foi no Domingo de Ramos de 1985, sendo realizado, em seguida, na Argentina (1986), onde cerca de 1 milhão de jovens escutaram João Paulo II afirmar: "Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja." Em seguida a JMJ aconteceram em vários países do mundo.

A JMJ acontece a cada dois ou três anos. Quando não acontece mundialmente ela ocorre nas Arquidioceses e Dioceses, no Domingo de Ramos. Como ocorreu na Arquidiocese de Belo Horizonte com a Jornada Arquidiocesana da Juventude, em que cerca de três mil jovens participaram de uma peregrinação da Catedral da Boa Viagem até a praça do Papa, ao final da missa celebrado pelo Arcebispo de Belo Horizonte Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Em cada Jornada o Papa sugere um tema. O Tema deste ano de 2010 foi "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" (Mc 10, 17). “A estação da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades. É, também, tempo de escolhas fundamentais para construir o vosso projeto de vida. É o momento, pois, de interrogar- vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: "Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?" (...) “Não tenhais medo de afrontar essas questões!” Disse o Papa em sua mensagem deste ano aos jovens.

Em cada JMJ acontecem várias atividades como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. O mais impressionante é a quantidade de jovens. São milhares de jovens de diversas partes do mundo o que faz com que o evento fique muito rico com as diferentes línguas, culturas e colorido com as diferentes bandeiras nacionais. Um dos momentos mais aguardados é a Missa de encerramento que é celebrada pelo Santo Padre. Em sua homília o Papa motiva e encoraja os jovens com uma mensagem transbordante de Esperança e de Fé. Outro momento muito esperado é o do anúncio de qual país sediará a JMJ seguinte.

Até agora o número de jovens brasileiros inscritos na JMJ são aproximandamente 4 mil jovens. Podemos levar muito mais. As possibilidades de a próxima JMJ ser no Brasil é muito grande. Vale apena passar por todos os sacrifícios e dificuldades para conseguir ir a JMJ. Tenha fé! Organize com seus amigos em grupos e arrecadem dinheiro. Vocês podem fazer muitas coisas, como vender doces, água nos sinais de trânsito, rifas, pedir a família, amigos etc. Não coloque barreiras para realizar esse grande sonho. Vamos todos juntos como irmãos escutar o Santo Padre Bento XVI dizer: “A próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada no Brasil”. O Papa está ansioso para te encontrar na JMJ. "Queridos amigos, vos reitero o convite a participar da Jornada Mundial da Juventude em Madri. Com profunda alegria, espero a cada um pessoalmente, Cristo quer assegurar-vos na fé por meio da Igreja." (mensagem para a JMJ de 2011).

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

“O mundo só dá água salgada”

Linda é uma fã incondicional das JMJ. Descobre como mudaram a

sua vida.

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Madrid, 4 de Outubro de 2010.- Linda participou num encontro de jovens com João Paulo II e, desde então, não pôde deixar de participar neles. 1995 marcou a sua vida após a participação com 18 anos no Ágora de Loreto, um encontro dos jovens com o Papa.

Linda nasceu na Nicarágua e trabalha, além de outros lugares, na Universidade Centro-Americana como professora. Encontra-se desejosa de deslocar-se a Madrid para participar na JMJ em 2011. Tem vontade de repetir a experiênciamais uma vez.

Recorda com carinho a primeira vez que esteve próximo de João Paulo II, um momento que mudou a sua vida: “Podia-se respirar no ar a presença de Cristo. Nunca o esquecerei. O Papa existia, era real e além disso entendia os meus problemas e medos, como por exemplo as provas por que passava no meu primeiro ano de universidade tentando viver como a Igreja ensinava”.

Uma das coisas que mais lhe chamou a atenção foi que se sentia interpelada pessoalmente: “A mensagem era para mim, falava-me a mim, não importava que estivesse no meio de milhares de pessoas. As suas palavras eram para mim, era o próprio Jesus a dizer-me: ‘Ânimo, é verdade, estou vivo e te entendo e Eu ajudo-te’”, relata.

De regresso à Nicarágua depois da experiência, esta jovem pensava continuamente na melhor forma de dar a vida por Cristo. Um ano mais tarde, foi escolhida como catequista de adultos na sua paróquia, o que implicou em muitas ocasiões não assistir a festas ou ir de viagem com os seus amigos. “Mas valeu a pena escolher Cristo” porque foi muito o que recebeu da parte da Igreja. Daí que marcasse como meta assistir a todas as JMJ possíveis e, mesmo tendo grandes dificuldades para financiar as viagens – naquela altura era uma estudante sem condições económicas - obteve o milagre.

Em 1997 assistiu à JMJ de Paris, em 2002 à de Toronto e em 2005 acorreu a Colónia. “Cada vez que se aproximava uma Jornada da Juventude pedia a Nossa Senhora que me permitisse participar naquela que é a maior festa da juventude”, relata Linda.

Cada uma destas Jornadas renovou a sua fé. Linda utiliza a comparação da lâmpada que necessita do azeite para se manter acesa. “O azeite que recolhi em França para a minha lâmpada, deu-me forças para sustentar a minha castidade num momento crítico da minha vida porque consegui terminar com uma relação que não tinha futuro, ainda se eu me negava a vê-lo. Dois meses depois da peregrinação, a relação terminou e estou convencida que foi para o meu bem e que o Senhor se encarregou de tudo”.

Por outro lado, “o azeite que recebi na Alemanha deu-me forças para bendizer a Deus quando a minha mãe morreu, um ano depois. Custou-me muito entender que tudo terminara de um dia para o outro; custou-me entender ainda mais a morte do meu pai dois anos depois... mas bendigo a Deus porque me dei conta que me quer livre e sem amarras, mesmo que doa muito”, explica a jovem Linda.

“Cada Jornada é um encontro com Jesus Cristo Ressuscitado que me renova a fé, que me fala do seu Amor por mim. Eu descobri em cada uma delas um pouco mais das minhas debilidades e a força de Jesus Cristo que perdoa os meus pecados e me oferece água viva e azeite para a minha lâmpada. Necessito encher a minha lâmpada de azeite e tomar dessa água que sacia porque no mundo só encontro água salgada, que unicamente serve para ser cuspida”, conta Linda emocionada.

No entanto, certa tristeza a invade ao pensar que, por problemas de saúde, talvez não possa deslocar-se a Madrid. “Será feita a vontade de Deus; os milagres são dele”, confirma esperançada a nicaraguense.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Afinal, o que é ser peregrino?

Sempre gostei de viajar. Acho que o desconhecido desperta a nossa imaginação, e ficamos a imaginar como serão as pessoas de outro lugar, o que será que elas comem, de que brincam e se tudo nesse outro lugar é tão legal quanto aqui. Sabe como é, coisa de criança.

Mas um dia eu percebi que a viajem por si só era muito sem graça. Você tem um trabalhão para planejar tudo, enfrenta todos os desafios que aparecem no caminho, chega no lugar ... olha a paisagem ... tira fotos ... come...dorme...anda até cansar e então volta para casa. O dia que eu me peguei pensado nessas coisas diante de uma proposta de viagem (que era praticamente irrecusável) foi quando me dei conta que a criança distraída e viajadeira dentro de mim havia crescido. Eu queria algo mais. Eu queria viajar para encontrar algo que realmente valesse a pena.

E é assim que eu vejo uma peregrinação. É você se planejar, lutar, se desgastar, atravessar meio mundo a pé se for preciso, em busca de algo que vale a pena.

Ir para a Jornanda Mundial da Juventude é uma peregrinação. Não é fácil, pois exige esforço de nossa parte. Mas estar lá vale cada centavo economizado, check-in lotado, cadeira de classe econômica, noite mal dormida, chuva imprevista, e tudo mais que em uma viagem normal acabaria com a sua boa disposição.

Ir para a Jornada é ir ao encontro de formação e da vida cristã colocada em prática das mais diversas formas, e transmitidas em quase todas as línguas. Não peregrinamos para um lugar santo, mas para tornar o lugar para onde nos dirigimos santo. E isso é ter alma grande, alma de apóstolo.

Gostaria de animar todos vocês a pegarem papel e caneta e começarem essa peregrinação hoje. O bom planejamento é o melhor aliado. E convido para rezarmos pedindo que a nossa boa disposição de hoje se torne em evangelização com jovens do mundo inteiro amanhã.

Abrs.
Clara Bessa

Fonte: Site JMJ no Brasil

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Testemunho: Comunhão dos jovens em Belo Horizonte

Comunhão dos jovens em Belo Horizonte

Esperança! É o que fica para os que estiveram na Recepção da Cruz na Forania São Paulo Apóstolo, no dia 09 de agosto. A expectativa já aflorava durante as reuniões de preparação para receber a Cruz Peregrina. O esforço das equipes envolvidas mostrou resultado: os jovens atenderam à proposta de passar uma tarde em comunhão com Deus e com os irmãos. Dessa forma, confirmaram que a opção por Deus é uma convicção também para eles. Tal aspecto ficou explícito na forma como foi acolhida a Cruz, com a mesma alegria que se sente ao saber que por ela muitos homens são salvos.

O acontecimento iniciou-se com uma tarde de louvor na Paróquia São Paulo Apóstolo, em que os participantes cantaram e confraternizaram. Em seguida, uma síntese da Jornada Mundial da Juventude e dessa expedição em nível arquidiocesano foi exposta por um representante do Secretariado Arquidiocesano da Juventude (SAJ). Houve ainda a apresentação de uma peça teatral, que denunciou um elaborado trabalho de figurino e interpretação pelo grupo “Deus é 10”, da paróquia Santa Maria Mãe de Deus. Foram encenados o apedrejamento de Santo Estêvão, mártir cristão, e a conversão e trajetória de São Paulo.

A isso seguiu-se a entrada da cruz na igreja. Os jovens acolheram com entusiasmo não somente esse sinal da fé católica, mas também aqueles que vieram trazê-la da Forania Nossa Senhora da Piedade. Juntos, todos entoaram gritos de satisfação por aderirem a Cristo. O evento prosseguiu com a apresentação das paróquias participantes e a comunhão entre os presentes.

Toda essa riqueza não se restringiu a esse domingo. Estará presente também em toda a programação preparada para a semana. Que a unidade das paróquias fortaleça-se diante deste episódio! Que ela manifeste-se também na peregrinação à Serra da Piedade! Que a comunhão de católicos repita-se em 2014 no Brasil, conforme a vontade de Deus e o nosso esforço!

Por: Stéfane Edne
Equipe de Apoio da JAJ-BH

terça-feira, 21 de julho de 2009

Jornadas Mundiais da Juventude: convite de Deus

Jornadas Mundiais da Juventude

“Eu te peço pra rezar um pouco por mim, para que Deus me dê uma vontade férrea, para que eu não desfaleça frente aos seus projetos”.
(Frassati, Pier Giorgio. à Severi, 13.IV.1925)

Participar de uma jornada é aceitar o convite de Deus para sermos jovens santos ou santos jovens. Quando acolhemos o convite participar da Jornada Mundial da Juventude com o Papa, começamos a viver o projeto de Deus em nossas vidas. Rezamos todos os dias inspirados pelo nosso Anjo da Guarda, pela Jornada e seus frutos. Sentimos como “... uma brasa no peito e uma flecha na alma...”. Neste tempo nos encontramos mais com os santos de nossa devoção e os patronos das jornadas.

Formamos um grupo para a peregrinação com o ajuda do nosso Padre. Amigos, conhecidos, colegas de sala, amigos do nosso grupo de jovens, da igreja, do trabalho. Entramos no site oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e nos cadastramos com um nome para o grupo, o numero previsto de participantes, o seu líder (receberá as informações necessárias a JMJ);
Podemos também entrar em grupo já formado por algumas comunidades Shalom, Canção Nova, Coração Fiel, ou paróquias e dioceses.
Rezamos, olhamos o roteiro de cada uma, se vai participar da pré-jornada (jornada local nas dioceses onde convivemos com as famílias participando de atividades nas paróquias acontece uma semana antes da JMJ).
Verificamos se o custo é o que podemos assumir e se está em conformidade com as outras peregrinações.
Ao chegarmos à recepção da JMJ recebemos um kit com as orientações praticas das atividades, horários, locais, transportes, crachás, onde ficaremos hospedados, os tíquetes das refeições.

Providenciamos os documentos necessários a peregrinação: Passaporte, visto, cartão de vacinação internacional, autorizações de viagem no caso de menor, seguro viagem.

Rezamos, nos reunimos para partilhar informações sobre o local da JMJ, costumes, hábitos, a língua oficial, a cultura, qual a estação e o clima durante a JMJ. O que levaremos na mochila. Preparamos-nos para os desafios da peregrinação. Em tudo demos graças a Deus e rezamos para não recebermos sua Graça em vão. Peregrinos sim, turistas não!

Levamos alguns objetos de devoção como medalhas, terços, dezenas e também algum suvenir para trocarmos com nosso anfitrião e peregrinos dos diversos países nos momentos de confraternização.

Ao consultar e pesquisar os sites indicados pode informar o nosso site com referencia.
www.coraçãofiel.com.br
www.cancaonova.com.br
www.comshalom..org
www.jmjbrasil.com.br

Que estas informações possam facilitar a realização do projeto de Deus em sua vida.

Um abraço, rumo a JMJ 2011.
Julio César de Assis Moura

terça-feira, 14 de julho de 2009

TESTEMUNHO: CAMINHADA PELA PAZ EM PEDRO LEOPOLDO

CAMINHADA PELA PAZ EM PEDRO LEOPOLDO – 12/07/2009

JORNADA ARQUIDIOCESANA DA JUVENTUDE

Quando e como tudo começou?

No Ano Santo da Redenção (1983-1984) João Paulo II sentiu que deveria haver uma cruz próxima do altar principal na Basílica de São Pedro, onde pudesse ser vista por todos. Após o Papa ter encerrado a Porta Santa, ele confiou essa mesma Cruz aos jovens de todo o mundo, com as seguintes palavras: "Meus queridos jovens, ao concluir este Ano Santo, eu confio-vos o símbolo deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo ! Carreguem-na pelo mundo a fora como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciai a todos que só na morte e ressurreição de Cristo é que poderemos encontrar salvação e redenção" Desde então, carregada por mãos e corações generosos, a Cruz tem realizado uma longa e ininterrupta peregrinação pelos continentes, para assim demonstrar que a Cruz caminha com os jovens e os jovens caminham com a Cruz.

No dia 11 de junho de 2009, nosso arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo anunciou a candidatura de Belo Horizonte como sede para a Jornada Mundial da Juventude em 2014, iniciando-se desde então, a peregrinação com a réplica da Cruz Peregrina pela nossa arquidiocese. A peregrinação culminará na Primeira Jornada Arquidiocesana da Juventude que acontecerá em 28 de março de 2010.

No domingo, dia 12, a nossa forania Nossa Senhora da Saúde, que reúne paróquias de Pedro Leopoldo, Confins e Lagoa Santa, recebeu a Cruz Peregrina. Pedro Leopoldo foi escolhida para acolher a Cruz e quem compareceu à caminhada pode perceber claramente a grande participação dos jovens e familiares. A organização para recepção da Cruz e preparativos para a grande celebração que aconteceu no CEPPEL contou com o apoio direto dos padres e lideranças jovens das quatro paróquias, a saber: Paróquia São Jose (Confins), Santo Antônio (Lagoa S. Antônio), Imaculada Conceição e São Sebastião. Primeiramente a Cruz foi recepcionada pelo Padre Lourival, em Confins, que programou uma carreata para Pedro Leopoldo às 15:30, onde uma multidão já aguardava o momento de chegada. Após o momento de concentração e animação na Praça Tancredo Neves, onde foi acolhida, deu-se início à caminhada, tendo os jovens à frente carregando a Cruz. Foi um momento emocionante e inesquecível, nas palavras de vários jovens que se manifestaram durante e após a caminhada.

Já no CEPPEL, o evento contou com a participação do bispo auxiliar Dom Joaquim Mol, que por várias vezes dirigiu-se especialmente e carinhosamente aos jovens, durante a Santa Missa, que prontamente o respondiam, muito entusiasmados.
Ficou evidente, depois do evento, a grande satisfação de todos, sobretudo dos jovens e a grande expectativa por parte da juventude por novos momentos como esse. As lideranças jovens afirmam que, se depender deles e da boa vontade e apoio dos padres que muito se empenharam antes e durante o acontecimento, novos momentos deverão acontecer, afinal:

“O FUTURO TEM UM NOME: JUVENTUDE!!!
OU JOVENS SANTOS OU SANTOS JOVENS
HÁ URGÊNCIA EM SER JOVEM HOJE!!!”


Agradecemos imensamente a todos que nos ajudaram e especialmente a todos que se dedicam a trabalhar com jovens e trabalham com AMOR, por Cristo, com Cristo e em Cristo, Amém.

Lideranças Jovens, Setor Juventude, Pastoral da Juventude e Párocos da Forania.

Alexandre Gonçalves
Robson Viana
Setor Juventude/Pastoral da Juventude
Paróquia São Sebastião
Pedro Leopoldo-MG

segunda-feira, 13 de julho de 2009

TESTEMUNHO: Esforço para a JMJ

Esforço para a JMJ
JMJ, um esforço que vale a pena!!Adriano Alves Braz tem 23 anos e trabalha como estoquista de auto-peças no centro de Brasília. Ele é morador da Vila Estrutural, considerada uma das regiões mais pobres do Distrito Federal. A vila nasceu na década de 60, junto com a capital. Lá ficava um antigo lixão, em que um grupo de catadores de lixo resolveu morar e começaram a cidade que tem agora mais de 30 mil habitantes.Nesta entrevista, Adriano conta sobre sua viagem para a Jornada de Colônia em 2005, sua preparação e suas impressões.

JMJ Brasil – Como você ouviu falar da Jornada Mundial da Juventude?Fiquei sabendo pelo Padre Ângelo, nosso pároco na estrutural. Ele tinha ganhado 15 passagens de São Paulo para Madrid de uma benfeitora. Ele fez o convite para participarmos em março de 2005, bem em cima da Jornada, que era em agosto. Como ele tinha as 15 passagens, ele foi escolhendo os jovens. Na época eu era o coordenador do grupo de jovens da Capela Nossa Senhora da Esperança.
JMJ Brasil – O que você imaginava que era a Jornada?Nem sabia onde era Colônia. Já tinha visto aJMJ de Roma em 2000 pela TV. O padre foi explicando para nós do que se tratava.

JMJ Brasil – Como vocês fizeram para arrecadar o dinheiro necessário para a viagem?De março até agosto (data da Jornada) fizemos rifa, canjica. Porque tínhamos de pagar a passagem de Brasília para São Paulo. Os 15 jovens se organizaram para conseguir o dinheiro. Alguns desistiram por causa do trabalho .

JMJ Brasil – Como foi a preparação espiritual de vocês?
O pároco fazia reuniões semanais para ver se a gente tava progredindo espiritualmente. Ele pediu para fazermos um diário espiritual, e para a gente pesquisar sobre os santos que íamos visitar, os lugares que íamos conhecer.

JMJ Brasil – Qual foi sua primeira impressão do encontro?Chegamos muito atrasados na Jornada, já na vigília em Marienfeld, às três horas da tarde. Fiquei assustado com tanta gente, falando tantos idiomas diferentes.

JMJ Brasil – E o que esse encontro trouxe para você?Modificou o meu modo de agir, de pensar. É algo universal mesmo, a gente pratica a mesma fé. Foi o meu melhor presente de aniversário, faço dia 14 de agosto. Gostaria de ter levado uma câmera, menos coisa na bagagem e de fazer mais pesquisa histórica dos santos, do papa e participar mais das catequeses dos bispos. Captar ao máximo a mensagem da Jornada.

JMJ Brasil - Você acha que há diferença na vivência da Jornada Mundial entre aqueles que precisam ou não se esforçar mais para conseguir o dinheiro para participar do evento? As pessoas que se esforçam para ir para a JMJ vivem mais a peregrinação, não ficam muito tanto no turismo. É claro que vai ter momentos de sofrimento lá. Uma senhora da comunidade comentou que quem fosse fazer corpo mole não daria certo.
Hoje têm muitos jovens da comunidade tentando ir para a Austrália.


Disponível:15-Jun-2007

Fonte: JMJ Brasil
Confira mais sobre as jornada no site JMJ Brasil.
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