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quarta-feira, 27 de abril de 2011

São Rafael Arnáiz: o santo mais jovem da JMJ

O seu sentido de humor durante a doença aproximou-o mais a Deus

Madrid, 26 de Abril de 2011 – Numa família da
alta sociedade e profundamente religiosa, nascia, em Burgos, Rafael Arnáiz, no dia 9 de Abril de 1911 – este ano celebra-se o centenário do seu nascimento. Enquanto estudava num colégio dos jesuítas adoeceu com febres altas, pelo que teve de interromper os seus estudos. Depois da sua recuperação, o seu pai agradeceu à Virgem e levou-o a Zaragoza e consagrou-o à Virgen del Pilar.

Mais tarde mudou-se para Madrid onde se matriculou na Escola Superior de Arquitectura. Apesar da intensidade do ritmo de estudos, arranjava sempre tempo para ir rezar à capela de Caballero de Gracia e participava nos turnos de oração nocturna.

Na capital espanhola esteve em contacto com um mosteiro cisterciense da Ordem dos Trapistas, San Isidro de Dueñas (Palencia), lugar que o atraiu notavelmente, e no qual acabou por ingressar após sentir o chamamento de Deus em 1934. Adoeceu, contraindo diabetes, o que o fez abandonar três vezes o mosteiro, mas em todas as ocasiões regressou porque sabia que Deus o ajudaria e não o deixaria só.

Até nos momentos mais difíceis e trágicos da sua vida conseguiu ter o sentido de humor que o caracterizava. Para este santo, o amor ao Pai era tudo e assegurava que “do amor de Deus tudo provém”. As suas últimas palavras antes de morrer foram “toma-me e dá-Te ao mundo”.

Sempre fiel à sua vida monástica, morreu na madrugada de 26 de Abril de 1934, quando tinha apenas 27 anos. Foi beatificado em 27 de Setembro de 1992 e canonizado em 11 de Outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI. A sua festa celebra-se no dia 26 de Abril.

San_Rafael_Arnaiz_2Santidade não é perfeccionismo
Um dos grandes ensinamentos da sua vida é que a santidade não deve ser confundida com o perfeccionismo. Este é caracterizado por centrar todos os esforços em que as nossas obras não tenham erro ou falha. No entanto, a santidade não consiste tanto na perfeição material, mas sim na aceitação, pelo amor de Deus, dos nossos esforços e dos nossos pequenos “êxitos”, assim como das nossas limitações e erros. Rafael sonhou em ingressar nos Trapistas para ser um monge perfeito, mas Deus, afinal, concedeu-lhe ser um… monge santo!

Há uma passagem dos seus escritos que ilustra muito bem esta ideia:

“Era uma vez um palhaço que cada vez que entrava na pista do circo caía…, ia daqui para ali arrastando os seus enormes sapatos e com grande esforço tentava endireitar o canto do tapete. Quando pensava que estava bem, tropeçava nele…, voltava a endireitar e caía novamente e suava. (…) Eu conheço um monge trapista que na Trapa faz como este palhaço, toda a sua actuação resume-se a um «fazer que fazemos», arrastando os pés e secando o suor.

Este pobre homem faz rir os anjos que contemplam do céu o espectáculo do mundo, ainda que não faça as manobras arriscadas dos demais artistas, nem dê saltos mortais, nem piruetas no trapézio… O que é que isso importa? Se não sabe mais do que desenrugar os tapetes e com isso ganha os aplausos dos anjos!”

Modelo atual para os jovens de hoje

Em 1982, no contexto da Jornada Mundial da Juventude em Santiago de Compostela, João Paulo II apresentou-o como modelo para a juventude. No dia da sua canonização, Bento XVI disse: “O Irmão Rafael, próximo do nosso tempo, continua a oferecer-nos um modelo fascinante com o seu exemplo e as suas obras, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, mas que aspiram à plena verdade, a mais indescritível alegria, que se alcança pelo amor de Deus”.

Mais informação (espanhol):

• Especial São Rafael Arnáiz na página da internet da abadia cisterciense San Isidro de Dueñas: inclui cronologias, galeria fotográfica, documentação…

Trailer de um documentário sobre a vida do Irmão Rafael (espanhol)

http://www.youtube.com/watch?v=B2ScAV7tnTY&feature=player_embedded

Fonte: Madrid11.com

domingo, 19 de setembro de 2010

A santa madrilena, patrona da JMJ Madrid

A santa madrilena, patrona da JMJ, evidenciou-se pela sua vida de piedade na Eucaristia e na oração

Santa Maria de la Cabeza,
patrona da JMJ

Madrid, 9 de Setembro de 2010.- Há 900 anos, em plena Idade Média, a cidade de Madrid vivia tempos tumultuosos. Recentemente reconquistada pelos cristãos, em 1085, durante o século XII sofre duas incursões importantes por parte dos reinos muçulmanos sediados no sul da Península Ibérica. Nesse contexto viveram santa Maria de la Cabeza - cuja festa celebramos em 9 de Setembro - e são Isidro.

Apesar do passar dos séculos, o exemplo de santidade de Isidro e Maria continua a demostrar o sentido vocacional do matrimónio, não somente como uma instituição que soluciona uma necessidade afectiva ou que leva a ter descendência, mas como uma vocação através da qual se pode alcançar a santidade.

Santa Maria de la Cabeza nasce numa data desconhecida em finais do século XI ou princípios do século XII. A sua vida é a de uma comum donzela num Madrid recém-anexado ao Reino de Castela. A sua condição de fronteira faz com que os territórios que rodeiam a actual capital de Espanha sofram incursões militares por parte dos reinos muçulmanos do sul da Península.

Numa das invasões das forças mouras, Isidro vai à povoação de Torrelaguna, onde conhece Maria, a sua futura esposa. Fruto do seu matrimónio nasce Illán, que em tenra idade caiu num poço. As orações de Maria e Isidro fizeram que a água do poço subisse milagrosamente até levar o menino aos braços seguros de seus pais. Este milagre foi representado em numerosas ocasiões, das quais a mais famosa é obra do pintor Alonso Cano em 1648, que pode admirar-se no Museu do Prado de Madrid.

Na Idade Média, a vida para a mulher não era fácil. Maria acumulava com as tarefas de casa, outras actividades no campo, apoiando o seu esposo.

Foi uma mulher santa, humilde, trabalhadora, boa esposa e mãe de família, virtuosa e devota. Depois da morte do seu marido, em 1172, regressou a Torrelaguna e morreu com fama de santidade em 1175 ou 1180.

Depois de várias trasladações as relíquias da sua cabeça reuniram-se finalmente, em 1769, na Real Colegiata de São Isidro de Madrid - onde se podem venerar actualmente -, com o corpo incorrupto do seu esposo e patrono de Madrid, são Isidro Lavrador.

O milagre do poço, 1648,
Alonso Cano

Santidade no matrimónio
Isidro e Maria viveram um matrimónio santo e foram pais de família em sentido cristão e evangélico que, pelo seu amor a Cristo e à Santíssima Virgem, se santificaram mediante o exercício dos seus grandes amores e virtudes, deixando-nos como exemplo, o seu testemunho de vida. Este exemplo de santidade no matrimónio é proposto aos jovens de todo o mundo que participam nos preparativos da Jornada Mundial da Juventude de Madrid, e na sua celebração em Agosto de 2011.

- Amor ao Senhor, mediante a oração e a eucaristia.
- Amor à figura da Virgem Maria (nas suas invocações madrilenas de Almudena e Atocha, sobretudo).
- Amor à família (esposo e filho).
- Amor ao próximo, mediante as suas contínuas práticas, por vezes milagrosas, de caridade.
- Amor ao trabalho, entendendo-o e vivendo-o como meio de santificação e louvor a Deus.

Desde o século XIII a Real Congregação de São Isidro cuida e promove a difusão do exemplo de vida deste casal santo.

Fonte: madrid11.com

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Padroeiro da JMJ, Sidney 2008: San Pedro Chanel

San Pedro Chanel
Nasceu em Cuet, próximo a Belley, França no ano de 1803. Ingressou no seminário de Bourg bo ano 1824, foi ordenado sacerdote no ano 1827 é considerado um os primeiros membros da Congregação dos Maristas.

No ano 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Sua pregação logo produziu frutos abundantes entre a geração jovem da ilha.

São Pedro Chanel foi preso por nativos que desaprovavam o governo de Niuliki que havia proibido a pratica de canibalismo e desejavam liberar essa prática. O ponto máximo para que os rebeldes chegassem ao ponto de prender o padre marista foi o batismo do filho de Niuliki realizado por ele.

O grupo o espancou até a morte com golpes de "tacape" no dia 28 de abril de 1841. São Pedro Chanel havia morrido por aquilo que acreditava e por amor em Cristo. As frases ditas pelos padres na hora da morte colaboraram para que muitos dos presentes também se convertessem ao cristianismo. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo.

Este santo foi caninizado apenas em 1954.

FONTE: ACI Digital

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Padroeiro da JMJ, Sidney 2008: Nossa Senhora da Cruz do Sul


Nossa Senhora da Cruz do Sul

É a padroeira da Austrália com o título "Auxílio dos cristãos", e a padroeira da Arquidiocese de Sydney, cuja Catedral está dedicada a ela. É a Padroeira da Diocese australiana de Toowoomba e da JMJ 2008.

O título "Cruz do Sul"provém da constelação de estrelas visíveis únicamente no hemisfério Sul.

FONTE: ACIDigital

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Padroeiro da JMJ, 2008: João Paulo II

Servo de Deus João Paulo II


Nasceu em 18 de maio de 1920 no Wadowice, sul da Polônia. Sua família era formada por seu pai Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, sua mãe, Emilia Kaczorowsky, uma jovem sileziana de origem lituana, e um irmão adolescente de nome Edmund.

Os pais de Karol Wojtyla o batizaram aos poucos dias de nascer na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento de sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu seu irmão e em 1941 morreu seu pai.

Quando jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande inquietação pelo teatro e as artes literárias polonesas. Tanto, que ainda no colégio pensava seriamente na possibilidade de continuar os estudos de filologia e lingüística polonesa, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, fez-lhe considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que tinha impressa -então ainda sem se revelar plenamente- no coração: o sacerdócio.

Ao desatar a segunda guerra mundial os alemães fecharam todas as Universidades da Polônia com o objetivo de invadir não só o território mas também a cultura polonesa. Frente a esta situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina aonde estudou filosofia, idiomas e literatura. Pouco antes de decidir seu ingresso ao seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário em uma pedreira. Segundo relata o hoje Pontífice, esta experiência o ajudou a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, sensatez e ardor religioso dos trabalhadores e os pobres.
Em 1942 ingressou no Departamento teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante estes anos teve que viver escondido, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.

Em 1 de novembro de 1946, à idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracóvia e celebrou sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo na Catedral de Wavel. Ao pouco tempo obteve a licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais adiante se doutorou em Filosofia. Durante algum tempo se desempenhou como professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatal de Cracóvia, onde interagiu com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como "tomismo lublinense".

Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracóvia, Dom Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polonês. Participou do Concílio Vaticano II, onde participou ativamente, especialmente nas comissões responsáveis por elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso trabalho apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distração e aventura ao ar livre.

Em 13 de janeiro de 1964 faleceu Dom Baziak, assim sendo Dom. Wojtyla ocupa a sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante seu trabalho como Arcebispo, o futuro Papa se caracterizou pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, a promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e formação religiosa dos operários e o incentivo ao pensamento e as publicações católicas.

Em maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou 43 novos sacerdotes, na ordenação sacerdotal mais numerosa desde que terminou a Segunda guerra mundial.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos quem tomou o nome de João Paulo I. O "Papa do Sorriso", entretanto, falece aos 33 dias de sua nomeação. Em 16 de outubro de 1978, logo depois de um novo cônclave, o Cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito como o sucessor de São Pedro, quebrando a tradição de mais de 400 anos de escolher Papas de origem italiana. Em 22 de outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice assumiu o nome de João Paulo II.

Fonte: ACIdigital

Confira mais:

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Padroeira da JMJ, Sidney 2008: Beata Mary MacKillop

Beata Mary MacKillop (1842-1909)
É a primeira beata australiana. Foi beatificada por João Paulo II em 1995 em Sydney, cidade que alberga seu santuário no subúrbio de North Sydney.
Era conhecida como a Madre Maria da Cruz. Nasceu em Melbourne em 1842. Sua família emigrou de Escócia e por ser a filha maior assumiu as responsabilidades do lar.
Quando o Padre Julian Tennyson Woods a conheceu em 1861, compartilhou com ela o desejo de que todos as crianças fossem educadas de modo católico.
Trabalhou na Austrália e Nova Zelândia, cavalgando de lugar em lugar por Penola, Adelaida, o interior do país e finalmente Sydney.
É co-fundadora da ordem das Irmãs de São José do Sagrado Coração com o Padre Julian. Dedicou-se à educação católica das crianças.
Com o tempo, a saúde de Mary se deteriorou, mas não deixou que a enfermidade a afastasse de seu trabalho com suas irmãs e para os pobres. Em uma visita às comunidades da Nova Zelândia, em 1901, sofreu um ataque e teve que retornar a Sydney, onde morreu em 8 de agosto de 1909.Devido ao ciúmes e fofocas inclusive dentro de sua própria congregação, o Bispo de Adelaida a excomungou. Não se intimidou; e antes de sua morte o próprio Prelado restaurou sua plena comunhão com a Igreja, admitindo humildemente seu engano.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Padroeiro da JMJ, Sidney 2008: Beato Peter To Rot

Beato Peter To Rot (1912-1945)
Foi um nativo de Papua Nova Guinea. Catequista brilhante e pai de três filhas, foi torturado e assassinado com apenas 33 anos "por razões de fé", em um campo de concentração japonês durante a Segunda guerra mundial.

Nasceu em 1912 em Rakunai, Papúa Nova Guinea, e é o primeiro nativo beatificado desse lugar. Era filho de um chefe tribal melanesio, Angelo To Puia, e sua esposa, María la Tumul, que foram parte da primeira geração de cristãos da região.

Desde cedo Pedro foi uma pessoa muito espiritual e um bom estudante. Por esta razão, o Padre Emilio Jakobi pensou em um princípio que Pedro poderia sentir a chamada ao sacerdócio, mas não era essa sua vocação.

Organizou catequese em Rakunai, aulas doutrinais e oração. Aos 24 anos se casou com Paula la Varpit, a mãe de suas três filhas.

Em 1942, os japoneses ocuparam Papúa Nova Guinea. Os missionários foram encerrados em campos de concentração, mas como Pedro não era um missionário propriamente, pôde ficar em Rakunai.

Ao começo os japoneses não proibiram por completo o culto católico, logo proibiram todo tipo de reuniões religiosas. Quiseram obter o apoio das lideranças locais reinstaurando a prática da poligamia.

Pedro defendeu a santidade do matrimônio e sua importância no plano de Deus. Opondo-se não só aos japoneses, também falou em público contra seu próprio irmão, José, que tinha aceito a reinstauração das práticas poligâmicas.

Foi detido e assassinado com uma injeção letal em 1945.

O papa João Paulo II o beatificou em 17 de janeiro de 1995.
Fonte: ACIdigital

sábado, 8 de agosto de 2009

Padroira da JMJ, Sidney 2008: Santa Maria Goretti

HOMILIA DO CARDEAL ANGELO SODANO NAS CELEBRAÇÕES DO PRIMEIRO CENTENÁRIO DO MARTÍRIO DE SANTA MARIA GORETTI
Sexta-feira, 25 de Abril de 2003



O Símbolo dos Apóstolos resume em doze artigos a realidade da nossa Fé. Ele é o catecismo mais antigo que nós conhecemos e que nos leva a confessar a nossa fé em Deus Pai, Criador do céu e da terra, no seu Filho Unigénito Jesus, no Espírito Santo e na Santa Igreja Católica. A este propósito ele faz-nos repetir com fé: "Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica".

Hoje nós, reunidos no glorioso Santuário de Santa Maria Goretti, desejamos em primeiro lugar renovar este acto de fé na Santa Igreja de Cristo, contemplando um seu aspecto característico, que é o da santidade.

Do nosso coração eleva-se depois um hino de reconhecimento ao Senhor que sabe suscitar na sua Igreja figuras sempre novas de heroísmo cristão, em todas as categorias sociais e em todas as épocas da história.

1. Um hino de gratidão
Um grande Padre da Igreja escreveu que "Deus, ao coroar os nossos méritos, coroa os seus dons" (Santo Agostinho). E, na realidade, a fé ensina-nos que tudo é dom de Deus, que com o seu
Santo Espírito santifica a sua Igreja, criando em todos os tempos figuras maravilhosas de santidade, diante das quais os homens permanecem extasiados e cantam as glórias da omnipotência divina.

Assim também nós queremos fazer hoje, concluindo as celebrações centenárias do martírio da nossa Santa, glória da comunidade de Albano e da Igreja católica de todo o mundo.

O clima da alegria pascal, que nos acompanha neste tempo litúrgico, torna fácil elevar a Deus este cântico de reconhecimento. Por isso, no Salmo responsorial também nós exclamámos como o Rei David: "O Senhor atuou neste dia, cantemos e alegremo-nos n'Ele" (Sl 117, 24).

2. O céu sobre o pântano
Com estes sentimentos de alegria interior e com esta visão de esperança para o futuro, queremos esta tarde concluir as celebrações do primeiro Centenário do martírio da nossa Santa. Na realidade, quanto mais perscrutamos a sua vida tanto mais vemos que ela foi um verdadeiro raio do céu sobre a realidade do pântano humano.

Sem dúvida, o mal existe no mundo, mas os santos monstram-nos que a graça de Deus é mais forte do que o mal. O Evangelho de São João refere-nos a triste constatação de Jesus: "A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz" (Jo 3, 19).

O nosso grande poeta Giacomo Leopardi começou com estas palavras de Cristo o seu bonito cântico à giesta. Durante uma viagem ao Vesúvio, permaneceu admirado diante do manto de cinza e de lava que no passado ali semeou desolação e morte e deteve-se depois ao lado de uma perfumada giesta que procurava sobreviver naquela dura realidade.

Também nós muitas vezes podemos contemplar flores perfumadas de santidade que brilham entre as misérias humanas: são os santos, são, sobretudo, os mártires de todos os tempos.

3. Menina extraordinária
Maria Goretti é uma destas figuras heróicas da santa Igreja de Deus: 12 anos de vida, mas uma vida cheia de tantos ideais nobres, de uma grandeza de alma que ainda hoje nos admira. O mérito é da família cristã da qual provinha. É o fruto da sua resposta à graça de Deus. O nosso estimado Pe. Alberti escreveu na biografia de Marietta (assim a chamava a família) que ela não é a santa "dos cinco minutos" (G. Alberti, Maria Goretti, Roma 2000, pág. 243), porque a santidade não se improvisa, mas é o fruto de um esforço contínuo, de um acolhimento quotidiano dos estímulos do Espírito, que habita no coração dos crentes.

Quando se lê a vida desta jovem maravilhosa, ficamos surpreendidos com a profundidade da sua vida interior. Tem tanta fé na Providência Divina, que pode dizer à mãe Assunta no momento do sofrimento: "Mãe, não te preocupes, Deus não nos abandona". Tem amor à família, que a leva a dizer depois da morte do pai: "Agora penso eu em governar a casa". Sente o desejo urgente de receber o Senhor: "Mãe exclamou ela quando poderei receber a Primeira Comunhão?".

Tem uma visão profunda do sentido da vida e da eternidade, quando diz a Alexandre Serenelli: "Que fazes, Alexandre. Deus não está contente, vais para o inferno". Por fim, tem o sentido verdadeiro do amor cristão que também sabe perdoar, quando exclama antes de morrer, falando de quem a tinha agredido: "Por amor de Jesus perdoo-lhe do coração" (Ibid., pág. 247-248).

Eis a obra-prima da graça, que Deus realizou nesta terra abençoada. Esta é a Santa que Nettuno apresenta à juventude de hoje, recordando-lhe que o ideal cristão é possível e que com a graça de Deus o podemos viver intensamente.

4. Uma epopeia gloriosa
Assim aconteceu na antiga Roma pagã com Inês e Cecília, com Tarcísio e Pancrácio. Assim acontece hoje com Maria Goretti e muitas figuras heróicas da actualidade. Entre elas desejaria recordar uma jovem da minha terra piemontesa, massacrada em 28 de Agosto de 1944, durante a última guerra mundial, por um soldado alemão que queria apoderar-se dela: falo de Teresa Bracco, mártir da pureza como Maria Goretti, beatificada pelo Papa João Paulo II, durante a sua última viagem apostólica a Turim, em 24 de Maio de 1998.

Também neste caso, ao ler a vida de Teresa interrompida na flor dos seus vinte anos, observa-se que o seu heroísmo foi a consequência lógica de uma profunda formação cristã, no âmbito de uma família cheia de fé e de uma comunidade cristã fervorosa, como era a de Santa Júlia, espalhada entre colinas cobertas de bosques do Alto Monferrato (cf. G. Galliano, Teresa Bracco. Uma flor e uma luz nos horrores da guerra, Asti 1998).

É a mesma epopeia de santidade que continua na Igreja de Cristo, por obra do Espírito Santo "que é o Senhor e dá a vida".

Ao celebrar esta Santa Missa de acção de graças numa igreja dos Padres Passionistas não posso deixar de recordar também o centenário da morte de outra Santa, Santa Gemma Galgani, que também em 1903, com 25 anos, terminou a sua breve existência terrena. Ao ler a sua vida, permanecemos extasiados diante dos dons com que Deus a cumulou. Em Lucca chamavam-na "a menina da Graça". Pobre, humilde e simples, chegou a ser uma das maiores místicas dos tempos modernos: são as maravilhas que Deus realiza naqueles que se abrem à Sua graça.

Depois, nos mártires, o poder de Deus manifesta-se de modo ainda mais evidente. Com razão cada um deles poderia repetir as palavras do Apóstolo Paulo aos Filipenses: "Tudo posso n'Aquele que me dá a força" (Fl 4, 13).

5. O triunfo do amor
No caso de Maria Goretti o poder da graça divina manifestou-se não só na sua força de alma, mas também no maravilhoso gesto do perdão concedido ao jovem Alexandre Serenelli. A jovem das "Ferriere" tinha aprendido da sua santa mãe que não se podia separar o amor a Deus do amor ao próximo. Até nos sofrimentos atrozes da agonia, soube rezar pelo seu perseguidor. É a obra-prima daquela ternura cristã, que é a flor mais bonita do amor. É a beleza da nossa pequena grande Santa. Um conhecido escritor russo escreveu que a beleza salvará o mundo (Dostoièwskyi). Talvez se pudesse completar a frase dizendo que é a beleza do amor que salvará o mundo. Sim, porque é o amor que nos salva verdadeiramente!

6. Uma oração à Santa
Irmãos e Irmãs no Senhor, com sentimentos de gratidão a Deus pelas maravilhas que Ele realizou em Santa Maria Goretti, nós hoje concluimos as celebrações do primeiro Centenário do seu martírio. A partir de 24 de Junho de 1950 nós venerámo-la nos nossos altares, isto é, desde que o Papa Pio XII a proclamou santa, numa memorável cerimónia realizada na Praça de São Pedro, diante de uma grande multidão de fiéis.

Naquela tarde luminosa, o saudoso Sumo Pontífice inscreveu-a no álbum dos Santos e confiou depois à sua intercessão a juventude de hoje, com palavras que ainda nos comovem, apesar de serem redigidas no estilo próprio do século passado (cf. L'Osservatore Romano, 26 de Junho de 1950).

Por meu lado, gostaria de concluir estas palavras, repetindo aquela premente oração de Pio XII:
"Salvé, ó suave e amável Santa!Mártir na terra e Anjo no céu,da tua glória dirige o olharsobre este povo que te ama,que te venera, que te glorifica,que te exalta.
Na tua fronte tens claroe resplandecenteo nome vitorioso de Cristo(Apoc 3, 12);
no teu rosto virginalestá a força do amor,
a constância da fidelidadeao Esposo Divino;tu és Esposa de sangue,
para reproduzir em ti a Sua imagem.
A ti,

poderosa junto do Anjo de Deus,confiamos estes nossos filhose filhas aqui presentese todos os que estãoespiritualmente unidos a nós.
Eles admiram o teu heroísmo,

mas, muito mais, querem imitar-teno fervor da fé e na incorruptívelpureza dos costumes.
Pais e mães recorrem a tipara que os assistas na sua missão educativa.
Em ti, pelas Nossas mãos,
encontram refúgiotodos os adolescentes e a juventude,para serem protegidosde qualquer impureza,
e poderem prosseguirpelo caminho da vida na serenidadee na alegria dos puros de coração.

Assim seja!"
Assim seja também para todos nós! Amen.


Fonte: Santa Sé

domingo, 2 de agosto de 2009

Padroeiro da JMJ, Sidney 2008: Pier Giorgio Frassati

Beato Pier Giorgio Frassati (1901 – 1925)

Nasceu em Turim, Itália, em 6 de abril de 1901. Cresceu no seio de uma família muito rica. Seu pai foi o fundador e diretor do jornal La Stampa, caracterizado por idéias contrárias à Igreja Católica e sua mãe uma notável pintora que lhe transmitiu a fé.

Em sua adolescência cultivou uma profunda vida espiritual, fez-se ativo membro da Ação Católica, o Apostolado da oração, a Liga Eucarística e a Associação de jovens adoradores universitários.

Decidiu estudar Engenharia Industrial Mecânica para trabalhar perto dos operários pobres e ingressou no Politécnico de Turim onde fundou um círculo de jovens que procuravam fazer de Cristo o centro de sua amizade.

Levou uma vida austera e destinava a obras de caridade boa parte do dinheiro que seus pais lhe davam para seus gastos pessoais. Foi esportista, esquiador e alpinista. Escalou os Alpes e o Vale de Aosta.

Quando fez 24 anos lhe diagnosticaram poliomielite fulminante, uma enfermidade que o levou a morte em apenas uma semana.Faleceu em 4 de julho de 1925. Teve um maciço funeral entre amigos e pessoas pobres. Foi sepultado na Catedral de Turim. João Paulo II o beatificou em 1990. Leia mais: http://www.piergiorgio.com.br/

Fonte: ACIdigital