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terça-feira, 22 de novembro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Bento XVI: “Cada JMJ é um autêntico dom”
No novo livro A Luz do Mundo, o Papa responde às tuas perguntas
O que sentiu quando foi eleito Papa?, como reza desde que foi nomeado Pontífice?, como enfrentou o tema dos escândalos sexuais?, como atacar o SIDA em África?, qual a sua opinião sobre as Jornadas Mundiais da Juventude?, qual é o principal desafio para os cristãos de hoje?
Bento XVI responde às perguntas do jornalista alemão Peter Seewald no seu novo livro-entrevista A Luz do Mundo. Entre outros muitos temas o Papa fala sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, das quais disse que desde que se criaram se converteram num “autêntico dom”.
Como se de uma conversa tu a tu se tratasse, o Papa revela as suas preocupações, pensamentos e formas de ser mais íntimos. Em seguida oferecemos um extracto de alguns dos textos.
Jornadas Mundiais da Juventude
“Quando penso nos numerosos jovens que encontram em tais jornadas um novo ponto de partida e vivem depois espiritualmente a partir dele, quanta alegria fica depois do evento, mesmo também quanto recolhimento há durante as Jornadas, tenho que dizer que ali sucede algo que não é feito por nós”.
As Jornadas Mundiais não são mais um mero fenómeno de massa. É esse o entender de todos os que se vêem implicados nelas: “Na Austrália esperavam-se grandes problemas de segurança, dificuldades, conflitos, tudo o que acontece em manifestações de massa. Havia uma inquietação e tinha-se uma atitude crítica. No final, a polícia estava entusiasmada, todos estavam contentes porque não tinha havido nenhum contratempo”.
O segredo? “Simplesmente, foi a alegria comum da fé que tornou possível que centenas de milhares permanecessem em silêncio e unidos ao Santíssimo Sacramento. Neste recolhimento e nesta alegria, na satisfação interior e no autêntico encontro, na ausência de criminalidade, em tudo acontece algo totalmente assombroso, algo muito diferente do que costuma acontecer nos eventos de massa”.
Conclui: “E continuam a sentir-se os efeitos de Sidney, como por exemplo, vocações ao sacerdócio. Creio que com as Jornadas Mundiais da Juventude encontrou-se algo que ajuda todos (…) Espanha foi sempre um dos grandes países católicos com vitalidade criadora. Se Deus quiser, estarei de novo em contacto com ele na Jornada Mundial da Juventude em Madrid”.
Eleição como Papa
No dia do seu 78º aniversário o Papa anunciou aos seus colaboradores, como estava contente por estar próxima a sua reforma. Três dias depois foi eleito o Pontífice da Igreja universal, com mil e duzentos milhões de fiéis. Não é propriamente uma tarefa que alguém reserve para a velhice.
Perante essa situação o Papa responde: “Eu estava à espera de ter finalmente paz e tranquilidade. O facto de que me ver de repente perante essa formidável tarefa foi, como todos sabem, um choque para mim. A responsabilidade é realmente gigantesca. Tive um minuto no qual senti como se uma guilhotina caísse sobre mim. Nesse momento só pude dizer-me e assumir com clareza: segundo parece, a vontade de Deus é outra. Ele estará comigo”.
Como reza o papa Bento?
“Como papa, tenho muitas mais ocasiões para orar e abandonar-me por completo a Deus. Pois vejo que quase tudo o que tenho que fazer é algo que eu mesmo não posso fazer em absoluto”.
Meteram-lhe medo as perseguições que recebeu?
“Se eu tivesse tido apenas aceitação, deveria interrogar-me com seriedade se realmente estava a anunciar o evangelho na sua integridade. Ser Papa não implica ter um domínio glorioso, mas sim dar testemunho d’Aquele que foi crucificado. É significativo que todos os papas da Igreja nascente foram mártires”.
Prevenir a SIDA
“O problema não pode solucionar-se com a distribuição de preservativos. Foi desenvolvida no âmbito secular, a chamada teoria ABC, que significa “Abstinence-Be faithful-Condom” (abstinência-fidelidade-preservativo), na qual não se entende o preservativo como ponto de escape quando os outros dois pontos não resultam efectivos. Quer dizer, a mera banalização da sexualidade é precisamente a razão perigosa devido à qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do amor, mas apenas uma espécie de droga que administram a si mesmas. É obvio que a Igreja não vê os preservativos como uma solução real e moral”.
Pensou em renunciar perante os escândalos de pedofilia?
“Foi impressionante para todos nós. Não obstante, o Senhor disse-nos que existe cisânia no trigo, mas que a semente, a sua semente, continuará a crescer. Confiamos nisso”.
“Se o perigo é grande não se deve fugir dele. Pode-se renunciar num momento sereno, ou quando já não se pode mais. Mas não se pode fugir no perigo e dizer: que o enfrente outra pessoa”.
O desafio: tornar a fé compreensível
“Jurgen Habermas disse que é importante que haja pessoas que possam traduzir o tesouro que se conserva na sua fé de tal modo que, no mundo secular, seja uma palavra para este mundo. Creio que a nossa grande tarefa consiste antes de mais em trazer novamente à luz a prioridade de Deus. Devemos enfrentar com força renovada a questão sobre o modo em que se pode anunciar de novo a este mundo o Evangelho de maneira que chegue a ele. Hoje o importante é que se veja de novo que Deus existe, que Deus nos interpela e que Ele nos responde”.
Em espanhol, o livro foi publicado pela editorial Herder.
Fonte: Madrid.com
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Entrevista com Yago de la Cierva, Diretor execultivo da JMJ Madrid 2011
Programa gravado com Yago de La Cierva, Diretor execultivo da JMJ Madrid 2011
Confira como estão os preparativos para a
Jornada Mundial da Juventude JMJ Madrid 2011
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Entrevista com o sacerdote que organiza a partir de Roma a JMJ
Jornada Mundial da Juventude de Madri renovará a Igreja
Entrevista com o sacerdote que organiza a partir de Roma a JMJ
Por Anita S. Bourdin
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 6 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri não será um evento pontual, mas renovará toda Igreja, assegura o responsável pela Seção de Jovens do Conselho Pontifício para os Leigos.
Entrevista com o sacerdote que organiza a partir de Roma a JMJ
Por Anita S. Bourdin
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 6 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri não será um evento pontual, mas renovará toda Igreja, assegura o responsável pela Seção de Jovens do Conselho Pontifício para os Leigos.
Em virtude deste cargo, o sacerdote francês Eric Jacquinet está dando seguimento a partir do Vaticano à preparação dessa JMJ, que acontece em agosto de 2011.
Nesta entrevista concedida a ZENIT, ele reflete sobre a mensagem que o Papa acaba de dirigir aos jovens por ocasião da JMJ, que terá como tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Colossenses 2, 7).
ZENIT: O Papa escreveu uma encíclica sobre a caridade e uma sobre a esperança. Por que decidiu agora discutir com os jovens o tema da fé?
Padre Eric Jacquinet: O Papa presta muita atenção na situação dos jovens no contexto atual. Sabe que a juventude é um período caracterizado por grandes aspirações. Nesse sentido, oferece um testemunho pessoal muito impactante, nesta mensagem, recordando sua própria juventude, sua aspiração a uma vida grande e bela, em momentos da ditadura do nacional-socialismo. Agora, constata que muitos jovens estão desiludidos e sem pontos de referência para edificar suas vidas. E o Santo Padre está convencido de que é o resultado de uma cultura ocidental marcada por três males: o eclipse do sentido de Deus, o relativismo e o niilismo. Como resposta, o Papa oferece aos jovens uma visão positiva da existência, baseada na fé em Deus.
ZENIT: Como o Papa articula esta proposta?
Padre Eric Jacquinet: Para falar da fé, o Papa utiliza duas imagens presentes no tema: a da árvore enraizada e a da casa edificada sobre o cimento. Assim como a árvore precisa de raízes para viver e resistir à intempérie, do mesmo modo o Papa convida os jovens a encontrar em Cristo o manancial de sua vida. E assim como a casa só é sólida se se funda em cimento estável, do mesmo modo nossas vidas só se edificam de maneira duradoura sobre a Palavra de Deus, acolhida com a Igreja. A fé na Palavra de Cristo é, portanto, o antídoto para os venenos do eclipse de Deus, do relativismo e do niilismo, com seu conjunto de consequências negativas para a vida dos jovens. O Papa os convida a entrar em comunhão profunda com Cristo, em quem encontrarão vida.
ZENIT: Qual é, segundo o senhor, o ponto chave desta mensagem do Papa aos jovens do mundo?
Padre Eric Jacquinet: O tema da JMJ de Madri está tomado da carta de Paulo aos Colossenses, pois estes também estavam contaminados por filosofias religiosas que desviavam os cristãos do Evangelho. O Papa constata que nos encontramos na mesma situação. Uma corrente laicista quer excluir Deus da vida pública e correntes religiosas anunciam uma felicidade sem Cristo. Como fazia São Paulo, o Papa recorda que o caminho da felicidade passa pela salvação da Cruz de Cristo e que as demais propostas não são mais que ilusões. Bento XVI leva, portanto, os jovens a encontrar Cristo na Cruz, com palavras muito fortes: “a cruz frequentemente nos dá medo, porque parece ser a negação da vida. Na realidade, é o contrário. É o ‘sim’ de Deus ao homem, a expressão máxima de seu amor e a fonte de onde emana a vida eterna [...]. Por isso, quero convidar-vos a acolher a cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova”. Depois, mostrará como o apóstolo Tomé, que nos representa muito bem, passou da dúvida à fé em Cristo morto e ressuscitado.
ZENIT: Como os jovens podem colocar em prática durante este ano os ensinamentos do Papa?
Padre Eric Jacquinet: Durante todo este ano, os jovens são convidados a se reunir em grupos pequenos, em suas paróquias, capelanias, movimentos, grupos de oração, para meditar esta carta. Por que não se lê um parágrafo por mês, pedindo a cada jovem que reflita com antecedência sobre algumas perguntas para deixar espaço depois a um momento de partilha?
ZENIT: Em 2010, a JMJ celebra seus 25 anos. Quais são seus frutos?
Padre Eric Jacquinet: São numerosos. Antes de tudo, para os jovens, são um lugar de experiência espiritual, de descoberta da presença de Cristo vivo. Por outro lado, é uma experiência eclesial muito forte. Encontramos jovens católicos, solidamente enraizados em Cristo, procedentes do mundo inteiro. Os sacerdotes e bispos (que oferecerão as catequeses) também se aproximam dos jovens. Isso reforça consideravelmente o laço dos jovens com Cristo e com a Igreja. E mostra ao mundo uma imagem renovada e bela da Igreja. De fato, as JMJ existem porque há jovens que se comprometem. Estes jovens depois continuam seu compromisso na Igreja. As JMJ têm gerado um grande número de vocações consagradas e sacerdotais. Por último, pode-se dizer que, para o país de acolhida, a JMJ é uma grande bênção. Dado que exige o compromisso de todas as realidades eclesiais, a JMJ é a oportunidade para uma renovação profunda da Igreja, das paróquias, dos grupos de jovens, no país de acolhida.
ZENIT: Às vezes se diz que as JMJ são um acontecimento pontual, sem projeção posterior. Que pensa?
Padre Eric Jacquinet: No Evangelho, os encontros dos discípulos com o Ressuscitado são acontecimentos pontuais, de duração curta, mas que no entanto mudaram a vida dos discípulos e deram frutos para a história do mundo. Pode acontecer o mesmo com alguns acontecimentos eclesiais, como é a JMJ. Além disso, cada JMJ não é um simples acontecimento de cinco dias. É um processo que se desenvolve em um ou dois anos de preparação e que depois dá frutos, se se sabe colher. Em geral, pode-se dizer que durante estes 25 anos as JMJ têm contribuído realmente para a formação de novas gerações de católicos, pessoas que hoje estão comprometidas na Igreja e na sociedade. E isso tem um impacto mensurável em alguns lugares.
ZENIT: Como se desenvolverá a JMJ de Madri?
Padre Eric Jacquinet: A abertura será na terça-feira, 16 de agosto, com uma missa presidida pelo arcebispo de Madri, cardeal Antonio María Rouco Varela. O Papa chegará na quinta-feira, 18 de agosto. Pelas manhãs de quarta, quinta e sexta-feira, haverá as catequeses, em cerca de 300 locais, por grupos linguísticos. Na sexta-feira, acontece a Via-Sacra, que sem dúvida será muito emocionante, como em cada ocasião. O festival da juventude irá propor atividades culturais (exposições, espetáculos, debates, encontros) todas as noites. O sábado à noite será o momento da grande vigília e no domingo acontece a missa de encerramento. Não haverá tédio!
ZENIT: Como se inscrever?
Padre Eric Jacquinet: É muito simples. A página oficial – http://www.madrid11.com/ – permite se inscrever em grupos desde julho. A ideia é alentar todos os jovens a unirem-se a um grupo, ali onde estão, para viajar juntos. Pode ser um grupo da paróquia ou da diocese. Também há movimentos, comunidades e associações que propõem viajar com eles. Estes grupos propõem uma primeira escala em uma diocese espanhola, nos dias precedentes à JMJ, para participar de um primeiro encontro, acolhidos nas paróquias e famílias, até 15 de agosto. Todos os grupos se dirigem depois para Madri.
Fonte: Zenit.org
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